Passei na China e acabei indo parar na Itália

A Tati saiu de Jacarepaguá no Rio de Janeiro para conquistar o mundo. Sua primeira viagem foi para Londres e depois decidiu morar na Alemanha. Já visitou Hong Kong e continua viajando. O que ela vê por aí virá material para seu site, o Etérea Blog.

A Tati foi visitar amigos em Lainate e conhecer Milão. Segundo ela, chamou a atenção o quanto se consome e transita por lá. Ela mora em em Köln e por lá as pessoas não consomem muito, possuem um Natal mais simples e precisam se organizar, pois as lojas não ficam abertas na véspera de Natal, especialmente até tarde, como vemos no Brasil.

Outra coisa que chamou a atenção foi ouvir muito mais pessoas falando português, algo menos comum na Alemanha. A Tati conta um pouco mais de como foi essa viagem!

Dá para visitar a Itália sozinha?

Sim, dá, mas, diferente de onde hoje moro, Alemanha, senti insegurança e menor liberdade para andar com câmera e celular. Na Alemanha ou em Hong Kong, que foi minha viagem anterior, não tive medo em momento algum, nem mesmo de madrugada.

Principal motivação para viajar?

Aprender algo novo, ver como outras pessoas fazem coisas como nós, traçar paralelos, desenhar, anotar e dividir com as pessoas através do projeto “As Viagens de Süssie”, além de fotografar e exercitar minha empatia.

Principal dificuldade encontrada?

Locomoção. Como fui no período em Natal e Ano Novo, os transportes estavam escassos, locais de compra de bilhetes fechados. Além de ter sido uma temporada com fog e smog.

Você falava a língua do país?

Não falo italiano. Engraçado que sempre achamos que seremos compreendidos, assim como uma boa parte é possível, se tentarmos. Tenho uma leve impressão de que temos ouvidos mais receptivos, rsrs…

O que foi o mais gostoso de estar na estrada?

Eu nunca tinha pisado na Itália. Cada marcação nova em meu mapa mundi particular é uma grande conquista. Refazer minha visão de mundo é o que há de mais legal. O legal também foi estar em uma casa de senhores italianos, pais da minha amiga. Comer à mesa com todos os detalhes deles e aquela cozinha com lareira e namoradeira ao canto, aconchegante.

E o que foi o mais difícil?

Acho que somente a locomoção mesmo. Senti-me como no Brasil, com dificuldades básicas, ou seja, em casa.

O que te preocupava antes da viagem e o que você fez para diminuir essas preocupações?

Como, no momento, moro na Alemanha, não tive medo em um trecho pequeno.

A melhor coisa de viajar?

Mergulhar no universo do outro e, consequente, nunca mais ser a mesma. Tipo um: “entrou por uma porta e saiu pela outra e quem quiser, que conte outra”.

A Tati foi picada pelo mosquitinho da viagem e não parou mais! Além do site ela também tem uma página no facebook Éterea Design.

2017-07-19T17:28:26+00:00