Nova vida: Prós e contras de mudar para Itália

A Mariana encarou dois desafios de uma vez só: ir de mudança para Itália e tirar sua cidadania italiana!

Apesar das dificuldades, ela conseguiu alcançar seu objetivo e apesar dos desafios, reconhece que o crescimento pessoal foi gigante. Vamos lá, de mudança para Itália!

O que foi mais fácil em relação a sua mudança para a Itália?

A língua. apesar de não falar italiano, depois de uma semana no país já compreendia quase Por outro lado, meu namorado é alemão e eu tenho vivido quase 50% na Itália, 50% na Alemanha… E infelizmente eu não sei falar alemão! Fico por fora das conversas quase sempre e a família dele me cobra: “E aí, já aprendeu a falar alemão?”, como se fosse aprender a fazer café. É frustrante.

É verdade que eu bem sinto falta do arroz e feijão nosso de cada dia. Quando vejo uma feijoada então, dá até uma palpitação no peito! hahaha Coxinha, açaí, moqueca de camarão…  Ai, ai! Mas não dá para dizer que não me adaptei à culinária italiana, até porque, pizza, pasta e vinho também tem lá seu valor. E que valor!

E o que foi o mais difícil dessa mudança?

Estar longe da família. Minha família passou por problemas e, mesmo longe, só conseguia pensar neles. Senti um peso, uma espécie de “culpa” por não poder estar lá nem para dar um abraço em quem eu amo. Da mesma forma que foi muito difícil saber de tudo isso e estar sozinha aqui.

Eles precisavam de mim, eu precisava deles.

Lidar com sentimentos – qualquer sentimento. Eu sou uma pessoa naturalmente introvertida, então é comum acontecerem períodos em que eu me isolo socialmente para recarregar as energias. Mas aqui, longe das pessoas que amo, senti o peso e a importância dos relacionamentos. Cada povo trata os sentimentos ao seu modo. Perto dos brasileiros, os italianos são mega exagerados. Enquanto isso, os alemães são o cúmulo da racionalidade. Tenho aprendido um pouco com cada um.

Não saber se vou voltar. Quer dizer, decidi mudar de país porque não tinha nada a perder no Brasil e nem em lugar nenhum. Precisava de novas experiências! Além disso, não tenho controle do futuro…  Ninguém tem, é verdade. Mas morando fora, assumi viver com esse risco todos os dias: tudo pode acontecer e, de fato, tem acontecido. A vida muda em questão de segundos. É incrível e assustador ao mesmo tempo.

Resumindo: morar fora é desgastante emocionalmente em muitos sentidos.

E a Burocracia?

Lidar com banco no Brasil. Parece piada, mas assim que pisei em terras estrangeiras, o banco desativou meu iToken e estou há seis meses tentando convencer o SAC e os gerentes do banco a me enviarem um dispositivo que possibilite fazer transações online. Tudo parece mais complicado de resolver. Sorte que deixei uma procuração para a minha mãe, coitada! Os problemas acumulam e parece uma bola de neve. Enfim, sigo tentando.

Burocracia! É, não é só o Brasil que é um caso negativo de burocracia não, viu? Aqui na Itália, os comunes (como são chamados os municípios) interpretam a lei cada um ao seu modo. Resultado: o processo de reconhecimento de cidadania virou uma gincana em que vence quem não desanima nunca.

É difícil enumerar mais coisas fáceis sobre essa mudança para Itália. Na verdade, tudo tem sido muito mais difícil do que eu imaginava… Mas o aprendizado tem valido a pena. Saí de uma bolha de conforto para mergulhar em mim mesma. O autoconhecimento é gratificante, juro!

Quer saber mais sobre a história da Mariana?! Só acessar o Primeira as Damas.

2017-07-19T10:32:23+00:00