Por que viajar sozinha pelo Irã?

Fernanda Madureira, de 29 anos, incluiu o Irã na sua viagem de volta ao mundo e não se arrependeu! Em 20 dias viajando sozinha pelo Irã pode conhecer lugares incríveis e quebrar preconceitos.

Antes de viajar, já estava estudando sobre o Irã. Li alguns blogs e pesquisei bastante, mas eu simplesmente me apaixonei por tudo que aprendi. Viajar sozinha pelo Irã é se libertar de preconceitos criados pela mídia, muitos deles nem existem por lá.

Meus amigos e familiares achavam que eu estava louca, mas tinha certeza que não iria me decepcionar. Conhecer a antiga Pérsia é algo de todos deveriam fazer!

Acredito que quando viajamos abrimos a cabeça para o novo e o desconhecido. Com isso, nos libertamos de preconceitos, julgamentos e ideias que formamos na nossa cabeça no nosso cotidiano e dia a dia. Fazer a volta ao mundo vai além de conhecer lugares maravilhosos. Pude vivenciar experiências imagináveis, conhecer culturas, etnias, religiões e classes sociais. Foi uma nova maneira de enxergar a vida, uma forma de crescimento pessoal e espiritual.

Viajar sozinha e fazer amigos

Fui sozinha, mas conheci muitos mochileiros no caminho e acabamos viajando juntos. Ao todo, foram 20 dias de viagem pelo Irã e pude conhecer 5 cidades: Tehran, Kashan, Isfahan, Yazd e Shiraz.

Além de visitar um dos maiores impérios do mundo, mesquitas com arquitetura estonteante, bazares, palácios e jardins, poder conhecer a cultura iraniana e o jeito que levam a vida é fascinante. Nunca me senti tão bem tratada e querida por ser turista.

O vestuário deve ser adequado

A vestimenta foi uma experiência realmente interessante, porque até para uma turista é necessário estar com Hijab (vestuário adequado). Precisava usar um lenço cobrindo a cabeça e roupas largas para não marcar as curvas do corpo. Mesmo com a dificuldade inicial em manter o lenço na cabeça, a viagem foi incrível.

Outra experiência um pouco desconfortável foi ser parada duas vezes pela “polícia religiosa”. Eles reclamaram do tecido da minha roupa, apesar de estar toda coberta e com o lenço. É muito comum essa polícia abordar as iranianas no dia a dia. O modelo de governo é baseado em doutrinas religiosas, então, tudo está interligado.

As mulheres do Irã

Principalmente na grande capital, Teerã, as mulheres tendem a ser mais modernas e liberais. Usam roupas mais justas e bastante maquiagem. Bar, balada e bebida alcoólica são proibidos no país, mas os jovens dão o “jeitinho Iraniano”. As festas acontecem geralmente em casa, por isso, as mulheres não precisam usar o véu e toda aquela roupa. Nessas festas também tem bebida alcoólica do “mercado negro”.

Eu vivenciei toda essa experiência e foi demais!

A segurança no Irã para quem viaja sozinha

Diferente do que muita gente pensa, o Irã é bastante seguro. Muito mais do que o Brasil, por exemplo. Os Iranianos estão sempre dispostos a ajudar em todas as situações. Conheci bastante gente nos albergues que compartilhavam da mesma opinião.

Acho que as mulheres devem viajar sozinhas pelo país. Foi uma viagem supertranquila para mim, só tenho ótimas recordações. Aliás, foi lá que conheci uma das pessoas mais especiais da minha volta ao mundo: Mira, de 86 anos. Ela viajava sozinha pelo Irã, era apaixonada por viagens e pela vida!

Como conseguir o visto

Eu apliquei para o visto com antecedência, mas é possível solicitar no aeroporto mesmo. O visto de turista vale por 30 dias.

Viagem com gostinho de quero mais…

Viajar sozinha pelo Irã foi uma das experiências mais especiais que já tive. O Irã é bem grande, então tem muita coisa para conhecer. Da próxima vez quero explorar outras cidades do país. Único ponto é programar para ir na primavera ou outono, pois no verão faz muito calor. Pode chegar, em algumas cidades, a marcar 45ºC, ao contrário, no inverno as vezes chega a -1ºC.

Roteiro e visitar o Irã em uma viagem de volta ao mundo

Antes de viajar eu me preocupava com o roteiro. Planejei a viagem por volta de 1 ano, então, estava bem organizada e “neurótica” em dar tempo de fazer e ver tudo. Mas essa preocupação não faz sentido algum! No primeiro mês de viagem eu já vi que nada daquilo ia dar certo. Agora estou livre, apenas sentindo e fazendo o que tenho vontade.

Se quero ficar mais tempo em algum lugar, eu fico. Se quero partir para o próximo destino, pego o primeiro avião e vou. A verdade é que estou aberta a roteiros, não quero burocracias ou ficar presa.

E poder viajar sozinha pelo Irã é fascinante. Sem julgamentos pelas experiências, apenas gratidão em ter a oportunidade de vivenciar tudo isso e conhecer pessoas tão especiais.

A Fernanda partiu para um Mochilão em 2016 e atualiza tudo pela página do facebook Tô logo ali, quem quiser acompanha é só seguir lá!

2017-07-12T23:26:22+00:00