Cingapura: Como é morar dou outro lado do mundo

Clarissa mudou literalmente para o outro lado do mundo! Saiu do Brasil para ir morar em Cingapura e teve que se adaptar a um novo país e uma nova rotina e o grande diferença do fuso virou tudo de cabeça para baixo. Juntou o que já fazia de melhor, os roteiros, para montar uma websérie apaixonante! Confira um pouco de como está sendo essa história.

Nome: Clarissa Ferreira

De onde você é no Brasil: Rio de Janeiro

Onde você mora atualmente?

Cingapura

Motivo da mudança?

Eu e André, meu namorado, havíamos acabado de juntar os trapos no Rio quando ele recebeu uma proposta de trabalho em Cingapura. Seis meses depois do open house do nosso apê no Rio, entramos num avião rumo à Ásia e a uma nova vida longe de casa.

Principal dificuldade encontrada?

A enorme diferença de fuso horário entre Cingapura e o Brasil se mostrou um problema no meu dia a dia muito maior do que eu poderia imaginar. A janela de comunicação entre os dois países é muito restrita e a dificuldade de falar com a família, os amigos ou até mesmo resolver algum problema com o banco, por exemplo, é sempre grande.

Mais do que a distância, é o fuso “contrário” que traz uma sensação de isolamento. Não foi à toa que batizei a nossa websérie de “A Culpa é do Fuso”. Sua influência na minha vida continua sendo enorme até hoje.

Você já falava a língua do país? Como foi essa adaptação?

Eu costumo chamar Cingapura de “Ásia café com leite” justamente por ser um lugar de fácil adaptação. Inglês é uma das línguas oficiais do país, assim como mandarim, bahasa malaysia e tamil.

Logo que nos mudamos, fiz aulas de mandarim por curiosidade, mas acabei desistindo pela falta de motivação. Uma vez que eu me viro perfeitamente com inglês por aqui. Eles falam com sotaque forte e muitas expressões com origem do mandarim, mas depois de acostumar o ouvido é fácil de entender e até engraçado.

E o que é mais difícil de deixar pra trás?

Sem dúvida, a família e os amigos. Cingapura é muito longe do Brasil e fica difícil voltar com frequência para matar as saudades. Muitos amigos se animaram e vieram nos visitar aqui na Ásia, mas para nossos pais, por exemplo, encarar mais de vinte horas de voo é bem puxado.

Daria para fazer essa mudança sozinha?

Cingapura é um país multicultural que também recebe milhões de imigrantes estrangeiros. Apesar das diferenças culturais, há muita tolerância com hábitos e costumes ocidentais. Além disso, o país é famoso pela segurança e pela organização, o que torna a vida aqui muito fácil e extremamente segura. Cingapura é um dos melhores lugares na Ásia para mulheres estrangeiras se aventurarem sozinhas numa nova vida.

O que te preocupava antes da mudança e o que fez para mitigar essas preocupações? 

Minha maior preocupação era a mudança na minha rotina de trabalho. Eu pedi demissão do canal de TV onde trabalhava no Rio, mas continuei como roteirista freelancer, com uma carga horária bem mais reduzida. Tinha medo de não conseguir me adaptar a nova rotina, agora no esquema home office, e me tornar menos produtiva e menos criativa trabalhando sozinha de casa. A minha vida profissional era a minha maior preocupação antes da mudança.

Quando já chegou ao país, essas preocupações fizeram sentido? 

Minhas preocupações fizeram todo sentido, criar uma rotina de trabalho no home office foi até mais difícil do que eu imaginava. Não conseguia me organizar direito. Meus horários viviam trocados e eu sentia muita falta de trocar ideia com outros profissionais. Mas hoje eu vejo que isso era reflexo de todas as mudanças que vieram com a nova vida em Cingapura. Conforme eu fui me adaptando por aqui, meu trabalho melhorou também. Hoje tenho um escritório e um estúdio montados em casa. Tenho horários de trabalho bem definidos e estou tocando vários projetos ao mesmo tempo. A dica que eu dou a quem está na mesma situação é dar tempo ao tempo e não se cobrar tanto no começo, um pouco de bagunça faz parte.

Hoje o que você acha que você tem acesso fora do Brasil que não teria no Brasil? 

Morar na Ásia me deu acesso rápido e barato a lugares que antes eram praticamente inacessíveis pra mim. Tanto pela distância ou pelo alto custo da viagem. Estamos numa localização privilegiada no coração do sudeste asiático e em um país que tem um dos melhores aeroportos do mundo. Então viajar daqui é descomplicado e relativamente barato. Para nós, apaixonados pela estrada, esse é o melhor legado de Cingapura pra nossa vida.

Qualquer fim de semana, feriadinho, feriadão, pegamos a mochila e vamos conhecer um lugar novo.

A melhor coisa de viajar:

Sair da bolha onde vivemos e ir conhecer o mundo de verdade, quebrar preconceitos, compreender as diferenças e, ainda mais, reconhecer as muitas semelhanças que existem é fantástico. Por isso costumo preferir lugares com culturas diferentes da minha e sou apaixonada pelo oriente. Mas a melhor coisa de viajar, pra mim, ainda é conhecer pessoas. Costumo dizer que viajar é colecionar amigos pelo mundo. Amo trocar ideia com os locais e também com outros viajantes. Nada melhor do que boa companhia para tomar uma cerveja e compartilhar histórias quando se está na estrada e longe de casa há muito tempo. Desses encontros já nasceram amizades duradouras, outras viagens e até novos projetos e trabalhos.

Para ficar de olho na série que a Clarissa está fazendo é só acompanhar pelo site e se inscrever no canal do youtube.

2017-07-23T17:58:42+00:00