Como mudei de vida e virei estudante na Austrália

Estudante na Austrália: A Michelle Torres morava em Florianópolis, tinha uma carreira estável como concursada, mas a vontade de mudar de vida continuava presente.

Estudar fora era um caminho e ela começou a procurar a melhor opção, o resultado foi virar uma estudante na Austrália!

Como você foi parar na Austrália?

Eu queria mudar de vida, não sabia como, eu era concursada, mas não estava completamente feliz. Não queria arriscar demais pra fazer o que eu realmente queria e decidi tentar estudar, jeito seguro e mais fácil de sair do pais. Procurei na Europa primeiro, mas não achei nada que me interessasse relacionado a câncer nos países que eu moraria. Fui numa feira de intercâmbio em Florianópolis e as melhores oportunidades estavam na Austrália e no Canada. Canada eu não queria por causa do frio, comecei a pesquisar na Austrália e achei o que eu queria em Melbourne.

Você já falava a língua do país?

Sim, mas tive que fazer o IELTS (uma prova de certificação do nível de inglês) pra atender os requisitos da Universidade.

Principal dificuldade encontrada:

Todo o processo de conseguir o PhD demorou bastante (1,5 ano) e eu não tenho muita paciência quando decido fazer alguma coisa. No mais, ter que deixar meu cachorro com a minha mãe. Sempre fui muito independente da família, mas o meu cachorro era minha responsabilidade, então isso sem dúvida foi o mais difícil.

É o que você esperava?

Viver fora do país, sim, com certeza. A vida aqui é muito mais fácil, em termos de segurança, política, economia, mesmo ganhando muito menos (eu tinha um ótimo salário e todos os benefícios como concursada). Não é perfeito, tudo tem prós e contras, mas para mim, o balanço aqui é super positivo.

O que você adora na Austrália?

Adoro as paisagens, o estilo de vida mais em contato com a natureza, as campervans, a segurança, os campings, as facilidades de morar num país de primeiro mundo, o jeito laid-back and chilled das pessoas, a proximidade com vários países incríveis que eu quero conhecer.

E o que é o mais difícil?

Ficar longe do meu cachorro.

Como você lida com a distância?

Hoje em dia WhatsApp, Skype, FaceTime, Facebook, Instagram, etc., tudo isso nos ajuda a ficar perto o tempo todo. As 13 horas de fuso horário acabam complicando para marcar conversas, mas a gente se fala o tempo todo pelo WhatsApp.

Você recomendaria o que está fazendo para quem?

Recomendo demais se a pessoa tiver independência suficiente. Se acha que tem muita raiz com o Brasil ou com a família, aconselho uma viagem longa primeiro, porque ai vai ter uma noção de como vai se sentir e numa viagem, não há compromisso de tempo, então a pessoa pode voltar quando quiser. Ou algum curso de inglês de 3 a 6 meses, o que for possível encaixar no orçamento e no emprego. Recomendo pra qualquer pessoa que se sinta infeliz no Brasil, com seu emprego, na vida pessoal. Viajar dá uma nova perspectiva sobre a vida, sobre os problemas, sobre como enfrentá-los, enfim, sobre tudo. Então se a pessoa não sabe o que quer da vida, viajar é um bom começo para encontrar uma resposta, porque você se distancia de tudo que te causa dúvidas.

A melhor coisa de viajar?

Só vejo coisa boa. É difícil achar coisa ruim. Eu amo viajar. Adoro conhecer pessoas, experimentar comidas diferentes e viver novas experiências. Amo conhecer lugares incríveis, entender a história do planeta e da humanidade. Adoro a liberdade de viajar… Adoro como eu me conheço melhor depois de cada viagem, porque não estou mudando, não é que eu não sou mais a pessoa que eu era antes, agora eu sou quem eu sempre fui, mas estava escondida em meio as obrigações do dia a dia, as regras da sociedade… Adoro como eu sou uma pessoa mais compreensiva, capaz de colocar tudo em perspectiva antes de tomar decisões… Adoro tudo, adoro descobrir o novo ao redor e o que tem de mais profundo dentro de mim!

Por Michelle Torres, direto da Austrália

2017-07-19T22:28:12+00:00