Visitei sozinha o Afeganistão e adorei!

Você conhece alguém que já visitou o Afeganistão?! Já pensou em ir para o país?! E visita-lo sozinha? A Kalynara partiu para o país e teve uma ótima experiência!

Meu nome é Kalynara Melo Silva, sou de Natal e resolvi viajar sozinha para o Afeganistão. Amo países exóticos. Abaixo conto um pouco de como foi essa minha visita ao Oriente Médio!

Principal dificuldade encontrada:

Rejeição das pessoas sobre minha ideia de ir a Cabul.

Você já falava a língua do país?

Eles falam Farsi ou Dari, mas a maioria estudou no Paquistão (Peshawar) e falam muito bem inglês.

O que foi o mais gostoso de estar na estrada?

A sensação de estar sozinha foi desafiadora, mas também de superação. Só em pensar em conhecer um País que provavelmente pouquíssimas brasileiras ali estiveram, me atraía ainda mais.

E o que foi o mais difícil?

O visto chegar a tempo de minha viagem.

O que te preocupava antes da viagem e o que você fez para diminuir essas preocupações?

O mal que a mídia prega sobre o País, sendo que não é daquela forma exatamente. Muito mais pessoas morrem no Brasil que nos ataques afegãos. Depois de pensar que em Cabul moravam 5 milhões de pessoas, 5 x mais que minha cidade, tinha certeza que a mídia exagerava, do contrário, não haviam tantas pessoas vivas no mesmo local.

Quando já estava na viagem, essas preocupações fizeram sentido?

Não, pois vi muito ocidental embarcado para o país, ainda que à trabalho. Se fosse tão extremo, nenhum ocidental iria parar lá. Ana Paula Padrão foi 4 vezes e ama o País.

A melhor coisa de viajar:

Conhecer o desconhecido. Interagir com novas culturas. Desmistificar conceitos prévios.

Conte-nos um pouco sobre a viagem

Eu queria conhecer um país bem desafiador e à época tentei o Cazaquistão e Uzbequistão, mas como estava demorando muito o desenlace do visto, contatei uma amiga Tcheca e perguntei se ela poderia ir à Embaixada do Afeganistão tirar o Visto para mim (eu havia acabado de ler o livro “O Caçador de Pipas”), uma vez que contatei a Embaixada do País nos Estados Unidos e recebi algumas orientações, sendo que a Embaixada em Praga seria a mais fácil para eu conseguir que alguém fizesse o enorme favor de pleitear o Visto para mim.

Uma das orientações era contatar um grupo americano chamado Afghans4tomorrow que, por sua vez, repassou-me o contato do guia Najibulah Sedeq. Este prontamente me atendeu e em fevereiro de 2012 cheguei ao País, vinda de Dubai, onde encontrei um dos homens mais honestos que já conheci em toda minha vida: meu real guia no Afeganistão, Wasim (ele faz parte da equipe de Najibulah).

Fui muito bem recebida, observei que não é tão verdade essa extrema imagem de maus tratos às mulheres no País. Elas são muito simpáticas, bochechas rosadas e muito bonitas. A maioria anda apenas com o Hijab e, ao contrário do que muitos falam, são poucas as mulheres que usam a burca azul, conhecidamente como afegã.

Enfim, foi uma das maiores experiências de minha vida e a única coisa que deixou a desejar foi a qualidade da água, que vi ser extremamente barrenta e suja. No mais, até a comida foi relativamente boa e as pessoas, extremamente solícitas.

2017-07-23T16:09:47+00:00